30 anos depois…
Em 1990. o Japão liberava a entrada de estrangeiros descendentes de japoneses para trabalhos sem qualificalçâo. Na época, devido ao crescimento econômico, a falta de mão de obra era gritante. O governo japonês achava que filhos e netos de imigrantes japoneses teriam mais chances de se adaptarem às rígidas normas de comportamento devido à cultura japonesa.
O Brasil no final da década de 1980 estava em uma grave crise com uma inflação altíssima.
A moeda era o cruzado. Uma cozinheira ganhava 3 mil cruzados, um engenheiro 15 mil, e um diretor de emprêsa, 50 mil. Para trabalhar no Japão e ganhar 2 mil dólares significava ter o salário de 54 mil cruzados. Seja um analfabeto ou um advogado, qualquer podia ganhar isso, bastava ter vontade de trabalhar e ser filho ou neto de japonês.